G R A X A

“disciplina necessária para fazer os homens renunciarem aos seus hábitos irregulares no trabalho e para identificá-los com a regularidade invariável de um grande autômato. A invenção e a imposição de um código de disciplina manufatureira, conveniente às exigências e à celeridade do sistema automático” 

Andrew Ure, The Philosophy of Manufactures, 1935

Graxa foi indicado para melhor espetáculo de dança de 2016 pelo prêmio da APCA.

Um dueto de Henrique Lima e Diogo Granato. Um dueto bruto. Dois bailarinos exímios em suas diferentes formações e técnicas juntam seus caminhos de coreografia e improvisação. Para juntar o Improviso Cênico de Diogo Granato e a coreografia contemporânea de Henrique Lima, os dois bailarinos buscam inspiração na capacidade de adesão da graxa, na estabilidade da viscosidade em função do movimento, resistência ao desalojamento, e a resistência a extremas pressões. Graxa lubrifica o encontro, permite o uso e abuso dos corpos, pressões, evita os desgastes e a deterioração das peças/corpos. O trabalho fala sobre o homem maquínico e industrial, a fragilidade do corpo diante da brutalidade das máquinas. A repetição, o desgaste a exaustão.   Uma engrenagem de coreografias e improvisos, peças brutas, fortes, pesadas, deslizando suavemente, fluindo. Graxa.

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foto de Rafael Renzo

Criação, direção e interpretação – Diogo Granato e Henrique Lima
Produção executiva – Cau Fonseca e produção – Guilherme Funari
Desenho e interpretação de Luz – Marcelo Esteves
Fotos – Haroldo Sabóia Rafael Renzo
Vídeo e edição – Bruno Peixoto

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foto Rafael Renzo

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